Escola Jaya de Yoga

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

A Visão do Ayurveda quanto à Criação

E-mail Imprimir PDF

A visão do ayurveda, do samkhya e do yoga a respeito da criação é a mesma. Onde purusha é não manifestado, sem forma, sem cor e sem atributos, além de causa e efeito, espaço e tempo. Este aspecto da criação chamado de purusha é existência pura. O aspecto chamado de Prakriti é a força criativa de ação, fonte da forma, manifestação, atributos e natureza.

O aspecto chamado de Marat é inteligência cósmica e quando abordada como inteligência individual é chamada de Buddhi. O aspecto da criação chamado de ahamkara é o ego, sentido do eu que caracteriza a individualidade. Sattva é o guna ou qualidade, da estabilidade, aspecto puro, percepção, essência de luz. O guna Rajas é caracterizado pelo movimento dinâmico. O guna Tamas é caracterizado pela inércia estática. Ele é a energia potencial, inércia, escuridão, ignorância e matéria.

A medicina Ayurveda surgiu a cerca de 6000 anos na Índia e é largamente utilizada pela população deste país. Esta palavra vem do sânscrito onde ayur significa vida e veda conhecimento, então tratasse da ciência da vida diária. Ou o modo adequado de se viver. O primeiro registro desta medicina foi no Veda, que é a literatura mais antiga existente no mundo.

O Ayurveda mostra que o homem é um microcosmo, ou seja um universo dentro de um corpo. Apesar disto ele possui as forças cósmicas existentes no macrocosmo ou externo. A existência individual é indivisível partindo-se da manifestação cósmica, onde enfermidade e saúde são vistas de uma forma global, onde o relacionamento inerente ao espírito individual e cósmico, consciência individual e cósmica, energia e matéria são levados em consideração.

Segundo o Ayurveda, todo ser humano possui quatro instintos biológicos e espirituais, são eles o religioso, o financeiro, o pró-criativo e o instinto de liberdade. A saúde quando equilibrada satisfaz estes instintos. A medicina Ayurveda auxilia a pessoa saudável a conservar-se e a enferma a recuperar a saúde. A prática deste sistema de saúde é indicada para promover a felicidade, a saúde e o desenvolvimento criativo do ser humano.

Por meio do equilíbrio das energias do corpo, os processos de deterioração física e mesmo a doença podem ser drasticamente minimizados, isto é preconizado por este sistema de saúde, onde o indivíduo promove sua própria cura.

Há uma tendência no pensamento ocidental no sentido de generalizar e categorizar a individualidade. Esta individualidade, ainda sob a ótica ocidental, estabelece que o conceito de normalidade seja aquele, em que, o comum num dado grupo de pessoas constitui-se uma norma servindo para todos. Contudo, no Ayurveda considera que a normalidade deva ser avaliada de forma individual, devido a constituição humana manifestar um temperamento e funcionamento espontâneo e específico.

Segundo a tradição Védica a chave para a compreensão é a aceitação, a observação e a experiência; já no Ocidente é o questionamento, a análise e a dedução lógica. A mente Ocidental em geral confia mais nos aspectos objetivos, enquanto a Oriental enfatiza mais a subjetividade. A ciência no oriente nos ensina a irmos além da linha que divide os aspectos subjetivos e objetivos. Esta diferença no modo de abordar as questões seria uma explicação do porque alguns Ocidentais sentem tanta dificuldade em entender os métodos utilizados no Ayurveda.

 

 

 

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar